Corona BunkeRPG
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Ter Mar 24, 2020 3:39 am
Após o sonho da Matushka você partiu para Avalon o mais rápido que pode, porém o caminho não foi fácil para um andarilho como você. Muito do caminho você teve que percorrer a pé, algumas vezes conseguiu carona com ciganos ou com grupos itinerantes como circo, mas nunca ficou muito tempo para formar um laço ou conhecer muito bem as pessoas com quem viajava, afinal a cada noite que passava mais aqueles sonhos se intensificavam como se a Matushka quisesse ter certeza que você não ia esquecer de sua obrigação. Em uma dessas noites enquanto você dormia em uma pequena embarcação que fazia uma viagem de Vodacce a Castilha aquele sonho novamente o atormentou, mas dessa vez o cervo não era apenas atacado, as cobras começava a sufoca-lo e puxa-lo pra baixo das águas negras do oceano, você não o alcança a tempo você apenas vê ele se perder pra sempre na escuridão. Mas antes que você tenha qualquer reação uma sombra gigante solta por onde o cervo foi engolido passando por cima de você fazendo um arco sobre sua cabeça ao acompanhar o movimento você vê que ela cai sobre Castilha, essa sombra se espalha rápido por cada nação manchando toda a terra de escuridão e sangue ate chegar a Usurra. Você escuta gritos de horror e dor por todo lugar, mas o que faz sua espinha gelar é identificar o grito de sua família misturado a uma risada e mastigadas vorazes, você tenta alcança-los, mas todo some em um turbilhão de sombras até que tudo fica escuro e silencioso, mas ainda assim você vê o corvo negro a sua frente o olhado de forma feroz e mais uma vez a voz ecoa em sua cabeça, mas dessa vez é sua voz... bestial, mas sua voz sem duvida.
"Isso é o que vai acontecer se você demorar, se você falhar. Não é apenas Avalon que corre perigo, tudo se tornara um lugar pior que Eisen se nada for feito... O Profano já encontrou Ela, você deve se apressar antes que ele consiga o que deseja e solte nada além de corrupção e seres profanos por toda essa terra."
Logo você acordou suando frio nada além do medo de perder a família sem a chance de poder se redimir com eles ficou atormentando sua mente o resto da viagem.

Em Castilha você não teve muitas dificuldades de viajar, mas teve que fazer toda ela por terra, em uma noite você se viu obrigado a acampar na floresta Sandoval, você se alimentou de pequenos coelhos que caçou na floresta, mas desde de sua viagem na embarcação você tem tido dificuldade em dormir, mesmo que aquele sonho tenha acontecido apenas uma vez e agora os seus sonhos são repetições cansativas do primeiro. Você estava tão perdido nesses pensamentos que nem percebeu ela se aproximando e quando a percebeu você quase deu um murro exageradamente forte no rosto da jovem curiosa que se aproximava de você.
A jovem se assustou fechando os olhos segurando a respiração enquanto seu punho parava a poucos milímetros de fazer contato com belo rosto da jovem mulher de longos cabelos negros. Após alguns segundos de silencio sendo quebrado apenas pela sua respiração grossa, a jovem se afasta com dois passos acanhados e tremendo um pouco se desculpa dizendo que não tinha intenção em lhe assustar e apenas se aproximou pois estava com fome e sentiu o cheiro do coelho.

Após você se acalmar, você oferece a ela um lugar próximo da fogueira e um pouco do coelho que você assava. Ela tentou conversar com você, se apresentou como Clara, contou que vivia em um pequeno vilarejo ali perto e que gostava de passear pela floresta a noite, perguntou sobre você, mas você foi evasivo nunca dando uma resposta direta ou contando de onde vinha ou pra onde ia ou que iria fazer. Quando você se acostumou com a presença dela e ficou um pouco mais relaxado ela falou em tom soturno.
-Você não deveria dar ouvidos aquela velha incherida e voltar para o conforto de sua terra. - Demorou alguns segundos pra você entender, e quando se voltou pra ela, Clara te encarava com um sorriso perturbador, um sorriso que nenhum humano seria capaz de dar. -Volte agora ussurano e garanto a você que nenhum mal ira lhe acontecer.
Claro que você não deu ouvidos a ela e a desafiou, você lutou contra ela a noite inteira, ela não era humana, sua aparecia podia ate ser, mas seus movimentos eram parodias de um movimento humano, sua voz era rasgada e abissal, seu olhar era vazio e assustadoramente atrativos, mas o pior disso tudo era o fato de que você não estava lutando apenas com ela, mas com toda a floresta a sua volta. Esse demônio em formas femininas parecia controlar cada folha, grama, raiz e tronco a sua volta, durante a luta ela lhe provocava falando de suas falhas de como você não era nada além de vergonha e desgosto para sua família... porém a luta não foi fácil pra ela também, ela não esperava que você tivesse tanto controle de seus dons ao ponto que não deixava ela se afastar e nem recuperar o folego. Quando o sol começou ameaçar aparecer Clara, se esse era de fato o nome dela, praguejou e ergue uma muralha de espinhos entre você e ela, por entre as vinhas você viu ela o encarando ameaçadoramente enquanto falava em um tom agressivo e de escarnio.
-Continua a sua viaja seu lixo imprestável e lhe garanto que Avalon será seu tumulo. - Assim que ela proferiu sua ameaça ela se desfez uma poça negra e viscosa que logo entrou na terra
Você conseguiu atravessar Castilha sem mais problemas e logo conseguiu carona em pesqueiro que estava indo pra Montaigne, o capitão do navio era um compatriota que ficou mais do que feliz em ajudar um irmão de sua terra natal.

Em Montaigne você precisou atravessar algumas cidades a pé ate encontrar um capitão que estivesse disposto a transporta-lo a Avalon pelo preço que você podia pagar, mas você ia ter que esperar na cidade por 2 dias,  você sabia que talvez não tivesse tanta sorte em achar outra embarcação, então a contra gosto aceitou esperar por dois dias.
-Nesse instante você está na Taverna Requin édenté há musica enquanto os marinheiros se divertem, o lugar está relativamente cheio, porém você encontra lugar pra se sentar solitário se desejar. o que você faz?-

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Ter Mar 24, 2020 5:05 pm


Foi uma estrada que mudou sua vida, era o que Lazar sempre pensava. Dias após dias se arrastavam com a estrada se estendendo à sua frente, e de certa forma isso era seu purgatório. De outra forma, era uma forma de Lazar aproveitar sua terra natal e as bençãos da Matushka. Mesmo após deixar as tundras e bosques de sua terra natal, e sentir a presença da avózinha diminuir (porém nunca sumir, nunca), Lazar Pavlovitch ainda procura usar aquele tempo de andanças para entrar mais em contato com a terra, e consigo. O problema são os sonhos. A cada noite a urgência de sua missão fica mais e mais evidente. Matushka pode ser misericordiosa, mas também é exigente. Lazar precisava estar em Avalon o quanto antes. Sempre que suas energias deixavam, ele pegava um pouco do poder emprestado da terra para cruzar as estradas voando ao invés de andando, mas ainda assim o ritmo de viagem era lento. Lento, porém constante.

Na primeira noite em Castilha, ele se deu conta de duas coisas: que a preocupação o estava deixando distraído, por não ter percebido a menina chegar, e como os sonhos o estavam deixando nervoso a ponto de quase ter atacado uma menina indefesa. Ela a chamou para compartilhar seu fogo e sua comida. "Compartilhe o fogo ou morra de frio", diz o velho ditado de sua terra; e mesmo fora de Ussura, continuava valendo. Mas a mesma noite ofereceria um consolo: não havia ouvido mortal que pudesse saber o que estava chegando até ele, e seus instintos estavam afiados quando lhe disseram para atacar.

A criatura, o que quer que fosse, era aterrorizante, disso não havia dúvidas. Mas Lazar era feito de material ussurano, e não seria assustado por um rosto feio.


-Félha Enxarrida? FÉLHA ENXARRIDA? Ora, entáo talfez focê prrecise de um liçáo de boas maneirras!

A luta foi uma surpresa para ambos. Se Clara, ou o que quer que fosse seu nome, esperava uma luta fácil, encontrou apenas a rukavitsa de Lazar e sua disposição em usá-la. E o ussurano, por sua vez, se achava que tinha apenas uma oponente, descobriu que tinha dez, ou mil. Era como se toda a floresta estivesse contra ele, o que o fez finalmente se dar conta de como estava longe de casa. O nascer do sol foi como o soar do gongo, porém, e a floresta escura enfim ficou para trás. As palavras de despedida da criatura, porém, só ressaltava o óbvio. Era _urgente_ que chegasse o mais rápido possível até Avalon.

...

Isso foi em Castilla. Agora, em Montaigne, os problemas eram outros. Os nobres eram desagradáveis a ponto de fazer Lazar pensar que era um cordeiro em seu passado, e as coisas eram caras, o que o fazia pensar que estava sempre sendo enganado. A verdade é que ainda não havia entendido completamente o funcionamento desse "dinheiro" tão usado no resto de Thea. Certamente não dava para se comer ou beber dinheiro.

Sentado em uma mesa com um copo de vinho barato entre suas mãos enormes, Lazar permanece solitário, desconfiado da terra estrangeira e aborrecido com o tempo de espera, ele decide tentar escutar alguma conversa entre os clientes do estabelecimento. Não se sentia no clima para cantoria, então podia ao menos tentar aprender algo sobre o lugar onde estava.


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Qua Mar 25, 2020 1:25 am
O vinho lhe é servido depois de um tempo junto de uma tigela com pão duro e mesmo o vinho barato já teve gosto melhor, se é essa terra de pessoas esnobes ou se os temores pelos quais você tem passado você não sabe dizer o certo. Você mastiga aquele pão velho e seco com desgosto apenas pra matar a fome, enquanto aguça bem os ouvidos prestando atenção nas conversas há no entanto duas que lhe chamam atenção, você precisa focar pra poder entender sobre o que é, mas apenas uma delas você vai conseguir ouvir...
-Qual você escolhe?-
-Rapto de crianças
-O negociante
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Qua Mar 25, 2020 2:00 am
Mastigar o pão era mais um exercício físico do que realmente se alimentar, mas Lazar insistia no processo, apenas para ter algo na barriga. Irritado com a comida, ele acaba ouvindo uma palavra que lhe chama a atenção. Crianças! E raptadas ainda? Tempos demoníacos em uma terra demoníaca. O ussurano aguça os ouvidos e tenta se concentrar na conversa, e o que poderia estar assolando aquele lugar.
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Qua Mar 25, 2020 2:23 am
-Você leu o jornal? parece que mais foram levadas.
-Meu Theus! quando vão dar um jeito nesses monstros? nem mais nossas crianças estão seguras?
-O que está acontecendo?
-Você não leu o jornal seu idiota? crianças vem sido raptadas já faz 5 meses, todo mês dez crianças somem por toda Théah. Uma de cada nação ao menos...
...
-Mas como podem está fazendo isso? como alguém consegue sequestrar 10 crianças por mês 1 de cada nação? Isso é impossível!
-Deve ser um grupo obviamente, mas o que eles fazem com todas as crianças? por que sequestrar tantas?
-Se fossem só aqui em Montaigne seria facil responder... Carruagens Negras! mas é por toda Théah... são 50 crianças, por Theus! o que eles estão fazendo com todas essas crianças?
-Escravizando talvez?
-Se esse fosse o motivo mais de 10 desapareceriam por mês, essa quantidade apenas não sustentaria o mercado negro...
-Ouvi dizer que o vaticinio está por traz disso!
-não seja maluco! isso já é conspiração.
-Não me escute. Há verdade nisso, lembra-se eles pegaram alguém meses atras... alguém que volto do 7° mar... aqueles que chamam de Coveiro... e vocês sabe o que acontece com...
a partir daqui a historia toma um rumo completamente diferente e o grupo começa a conversa sobre outras coisas.
-O que você faz?-
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Qua Mar 25, 2020 1:19 pm
Crianças roubadas... Às vezes Lazar se esquecia do mal que podia existir no mundo, um mal pior do que qualquer mesquinharia que ele possa ter feito em sua vida antiga.

Ele continua ouvindo a conversa enquanto acende seu cachimbo, e pensa. Ele ainda tinha dois dias de espera. E não é como se pudesse ouvir sobre crianças desaparecidas e ficar quieto. Não havia uma Matushka aqui para proteger crianças perdidas. Na verdade, a coisa mais próxima que havia da Matushka aqui era... ele.

Dando o último gole na caneca de vinho, ele se levanta e vai até a mesa aonde ouvira a conversa.


-Com lincença, senhorres. Eu ouvi que disser que um homem voltou da Sétimo Mar? E que é por esso que crrianças estáo dessaparrecendo?
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Qua Mar 25, 2020 4:37 pm
Eles te olham um pouco assustado e parece demorar um pouco pra entender seu sotaque ou apenas estão fazendo de besta, difícil dizer. Mas logo o mesmo homem que tocou no assunto fala.
-O Setimo mar é um lugar magico inalcançável por meios comuns, mas dizem que um homem entrou lá e saiu... saiu diferente... O vaticinio prendeu ele pra fazer estudos dizem que pra ele se manter vivo depois de ter saído de lá ele precisa drenar a vida de pessoas, quanto mais jovens mais tempo ele fica... por isso o chamam de Coveiro... pq ele vai enterrar a todos... e é por isso que o vaticinio rouba as crianças, pra poder manter ele vivo enquanto estuda ele... que explicação mais teria pra nenhuma nação ainda ter tomado uma medida efetiva?
outro se adianta
-Não de ouvido pra esses maluco! isso não passa de conspiração! homem vindo do sétimo mar? drenar vida de jovens? papo furado eu digo! . -Ele te olha nos olhos. -Escute o que estou te falando isso tem haver com aqueles malditos escravagistas nojentos! estão pegando nossas crianças pra serem escravos no Novo Mundo!

-Você não deveria dar atenção a esses loucos vagabundos. -Uma voz calma soando um pouco materna vem por de trás de você. Você da espaço e ve a garçonete, uma mulher de altura media com longos cabelos negros e olhos verdes começa a servi a mesa com a comida que eles pediram. -Sim as crianças estão desaparecendo, mas esses loucos são mais conspiracionistas e sonhadores do que qualquer outra coisa!
-Cécile você não está no mar, nos vimos...
-viram o que? serpentes marinhas feitas de fogo? ou drakens surgindo do horizonte tão grande que engoliu seu navio e so você voltou vivo? -Você repara que eles vão ficando envergonhados com as mentiras que ela desmascara com certo deboche e sorriso no rosto. -Ou de como kobolds em um rasante levaram suas moedas e por isso você não pagam a divida de vcs a semanas?
um deles ameaça retrucar e ela apenas o encara como uma mãe esperando a desculpa esfarrapada da criança e este acaba desistindo.
-Veja senhor, realmente as crianças sumindo é um problema, mas velhos como estes loucos quando espalham mentiras apenas aumentam mais o problema em vez de resolve-lo! Sugiro que não de mais ouvidos a eles... a não ser que sua intenção seja se entreter e não informar. -Ela sorrir pra você, e por Theus, você já tinha esquecido como era alguém genuinamente sorrir pra você... principalmente um sorriso tão lindo.
ela se afasta pra voltar ao seu trabalho o deixando perto dos pescadores que ficam praguejando e balbuciando baixo.
-O que você faz-

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Sex Mar 27, 2020 1:39 am
Lazar escuta as histórias dos lobos do mar com o cenho franzido, a princípio, enquanto processava as informações. Ele já havia ouvido sobre o Sétimo Mar, conforme viajou por barcos ao longo do continente, mas era a primeira vez que ouvia sobre esse Coveiro. Talvez fosse só uma lenda de um grupo de velhos entediados. Melhor que fosse...

A mulher, porém, lhe surpreende. Não só pela beleza, mas também pela gentileza no olhar e a competência como lidava com os tagarelas. Lazar cumprimenta os homens com um aceno da cabeça e segue atrás da mulher, e devolve o sorriso para ela.


-Náo é o tipo de entrretenimento que prrocurro. Náo se sáo crrianças dessaparrecidas.

Ele se lembra da floresta em Castilha, e parte do seu sorriso desaparece.

-Essas histórrias. A maiorria é histórria de pescador, mas náo pode descartar todas assim, sabia?

Ele olha para sua coleção cada vez mais decrescente de moedas, e pede mais um copo para a mulher, para que ela não sofresse problemas no trabalho por conversar sem trabalhar.

-E sobrre as crrianças... Gostarria de me informar, sim. E ajudar, se puder.
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Sex Mar 27, 2020 3:29 pm
Ela vai pra trás do balcão enquanto lhe ouve atentamente, antes que você termine de contar o dinheiro ela lhe estende uma caneca de cerveja e cochicha "Essa é por conta da casa e não se preocupe, uma cerveja de graça não vai me matar ou causar problemas." ela mantem o sorriso. Mas logo começa o assunto das crianças seu rosto muda para um certo remoço.
-Bem posso te contar o que sei e o que nos falam... não loucos como eles, mas as informações serias... mas já lhe garanto que não há muito pra se saber e duvido que você possa fazer qualquer coisa. -Ela vê que você não perde o interesse e com um suspiro começa a historia.

- Bem apesar de os números oficiais serem de 50 crianças desaparecidas até o momento, a verdade é que esse numero pode ser bem maior. Comunidade Sarmatica acabou de sair de uma guerra civil, o que garante que, sabe Théus, quem ou o que tem levado as crianças não se aproveitou disso pra levar mais que uma? Ou Quantas crianças foram levadas, afinal nos percebemos isso em Conrantino do ano passado, mas eles podem ter começado antes... afinal crianças desaparecem desde que o mundo é mundo.

Você vê que ela fica cabisbaixa por alguns segundo enquanto limpa o balcão em um movimento repetitivo desnecessário, mas antes que você questione ela volta pra sua historia.

-O que sabemos por certo é que todos os desaparecimentos acontecem durante a noite e sempre em cidades costeiras ou próximos de rios e praias, nesses 5 meses nenhum dos desaparecimentos aconteceu em um lugar diferente desses... Mas do que isso começa ser apenas teorias e devaneios de um povo desesperado. A unica certeza que temos é que uma criança vai desaparecer perto das praias ou rios.

-Cécile, mais um pouco de cerveja e traz uma tigela daquela sopa de ostras. -Uma marinheira grita do outro lado da taverna pra ser ouvida visto que parece que esse local nunca para de festejar.

-Desculpa amigo, trabalho me chama. -Ela sorri novamente enquanto começa a preparar o pedido da cliente. - Se não tiver lugar pra passar a noite, nos também temos quartos e não cobramos muito caro por algumas noites. Foi bom conversar com o senhor.

Ela pega o pedido e sai em direção a marinheira, você agora está sentado no balcão com meio copo da cerveja que ganhou digerindo toda essa historia, não parecia haver mentira na voz de Cécile, mas não havia muitas informações que pode-se lhe ajudar, aqueles velhos realmente soavam mais como sonhadores do que sensatos... mas será que poderia haver verdade em alguma coisa que eles disseram? E o que tudo isso tem haver com Avalon? você ao menos sabe o que de fato está acontecendo tanto nessas terras longínquas? É importante de fato, afinal a Matushka não a mandaria pra lá só a passeio... mas porque?
-O que você faz?-
- Aluga um quarto e encerra o dia
- Conversar mais com Cécile
- Andar pela cidade enquanto espera o tempo passar
- Se divertir na Taverna
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Sab Mar 28, 2020 12:53 pm
Lazar agradece a cerveja e a companhia de Cecile enquanto escuta sua história, e o que ela tem a dizer acaba deixando ele em um humor sombrio.

A mulher podia muito bem estar certa. Quantas crianças estavam realmente desaparecidas? Em meio ao caos, à guerra e entre pessoas que simplesmente tinham ninguém para quem contar? E de alguma forma, Lazar desconfiava que o chamado que o impulsionava a Avalon de alguma forma estaria ligado a isso. "Clara", quem quer que fosse, não o queria lá. Isso por si só era motivo o suficiente para ir.

A conversa com Cécile, a realização do número imenso de crianças que pode estar desaparecido e a lembrança de seu encontro fatídico em Castilha deixam o ussurano de mau humor. Sem disposição para passear ou festejar, ele paga seu quarto e se retira pela noite.
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Seg Mar 30, 2020 4:58 am
Lazar tem a primeira noite sem sonhos da Matushka e mesmo que é a primeira vez que dorme relaxado é algo que lhe preocupa "por quê os sonhos não vieram essa noite?" Você acorda com a luz da manhã invadindo seu quarto pela fresta da cortina que você não fechou direito, você escuta as pessoas lá fora começando mais um novo dia de trabalho. Existe uma certa letargia que você logo espanta pra poder sair da cama e mesmo que não tem tido os sonhos premunitórios e de alerta da Matushka não foi um sono completamente livre de fantasmas... Clara esteve presente nele repetido a frase "velha enxerida" "vá embora agora" o que te deixou o questionamento foi um mero sonho ou Clara o influenciou?

Você desce para o salão após alguns minutos de reflexão, hoje o salão está mais silencioso e vazio, apenas poucas pessoas faziam seu desejum as mesas, Cécile limpava o balcão enquanto conversava com um Homem grande e velho. Ambos atrás do balcão conversavam um pouco animados, mas logo o homem passou por uma porta que você presumiu levar pra cozinha. Cécile ao vê-lo descer lhe cumprimenta com um sorriso a distancia. As mesas você vê um casal conversando empolgado sobre um mapa(Homem vestenho pelas roupas exóticas e a mulher vodatiana pelo sotaque carregado), um velho bebendo isolado no canto do salão (suas roupas o denunciam como um velho marinheiro montenho) você logo nota um pequeno colar dourado largado sobre a mesa próxima de sua mão, um homem idoso lendo um livro que você nunca viu na sua vida (Ao nota-se que se trate de um avoloniano pois ele retirou um cachimbo de um rasgo da calça, lembrando de ter visto os marinheiros dessa nação terem inventado esse buraco esquisito nas calças.) e por fim um homem mais jovem sentado mais recluso em um cato escuro, ele possui diários e mapas sobre a mesa existe um alguns objetos estranhos que ele analisa enquanto lê seus cadernos e mapas (pela expressão astuta e jeito esquivo que ele se porta você deduz que se trata de um vodatiano)

-o que você faz?-
-Conversar com casal?
-Conversar com montenho?
-Conversar com avoloniano?
-Conversar com vodatiano?
-Fazer o desejum enquanto conversa com Cécile
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Ter Mar 31, 2020 11:02 am
A ausência dos sonhos deveria ser reconfortante, mas Lazar não consegue deixar de se sentir apreensivo ao acordar. "Velha enxerida, vá embora agora"; o som continua a ecoar em sua mente. Seria um sinal que o poder de Matushka estava enfraquecendo longe de Ussura? Ou o de Clara aumentando? Ele sacode a cabeça. Se fosse, só confirmava o que já tinha pensado antes: ele tinha que ser o poder da Matushka nessa terra distante. Um novo dia começava, e Lazar teria de aproveitá-lo.

*O ussurano olha para os presentes no salão, cada um curioso à sua maneira, e se dirige à lareira a fim de pegar uma brasa para acender seu cachimbo, para em seguida se dirigir à mesa do avaloniano, acender seu cachimbo e oferecer a brasa ao mesmo.*


-Bom dia, amigo. Quer? Estou indo parra seu terra em brreve, entáo gostarria de conversar, se quiser.
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Ter Mar 31, 2020 3:13 pm
O homem sorri pra você e aceita sua gentiliza. Ele da uma boa tragada, fecha o livro o colocando com cuidado sobre a mesa ele o convida a se sentar. Você olha para o livro e vê símbolos estranhos por toda capa e com certa dificuldade você lê duas palavra no meio desse emaranhado de símbolos Sidhe & Fey.

- Sempre gosto de compartilhar meu pão e bebida com pessoas, principalmente as amistosas como você meu rapaz. Por favor sente-se, me chamamo Derwyddon, mas pode me chamar de apenas Derwy se preferir, adoraria conversar e é uma pena que esteja indo pra Avalon em épocas tão conturbadas.


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Sab Abr 04, 2020 11:24 am
Lazar retribui o sorriso e se junta ao homem, acendendo o próprio cachimbo. Ele não era um homem dado a leituras, então ao ver como o senhor devorava o livro à sua frente, e a natureza do tema contido nele, já sente um respeito quase reverencial.

-Obrrigado pelo gentileza. Ouvi dizer que seu país é bel, más náo é porr isso que vou lá agorra. Na verdade, acho que é exatamente porque ele está passando por prroblemas que vou lá. Mas acho que gostarria de saber quais prroblemas seu país vem enfrrentando.
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Ter Abr 14, 2020 2:38 am
O homem da uma tragada em seu cachimbo e solta a fumaça enquanto olha pra você pensativo, aqueles olhos velhos e cansados parece esconder algo que você não sabe dizer o que, mas uma coisa você tem certeza, você pode jurar que ele está encarado sua alma. Com uma sobrancelha levantada e com um olhar inquisitivo ele fala de maneira calma e amigável.

-A minha terra tem passado por ataques misteriosos de criaturas além mar que se passam por gente. -Ele da mais uma tragada e aponta pra você com o cachimbo. -Mas gostaria de saber amigo por que é exatamente isso que o atrai para minha terra? Afinal é senso comum aponta as velas para longe do perigo e não lançar o navio em direção a tormenta.
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Qua Abr 15, 2020 7:34 pm
O cenho de Lazar se franze imediatamente ao ouvir as palavras do velho avaloniano. "Criaturas do além mar que se passam por gente". Logo sua mente volta à Castilha, e à noite aterradora que viveu lutando pela própria vida contra "Clara". Lazar sente um calafrio involuntário, e olha novamente para o velho senhor à sua frente. Ele se inclina para frente, a cadeira rangendo sob seu peso, e dá uma longa baforada em seu cachimbo antes de continuar.

-Talfez... Talfez secha essatamente por isso que eu prrecise ir parra sua Ilha. Eu náo acho que essas crreaturras, o que quer que secham, estecham agindo porr acaso. Ou que váo se contentar com Avalon.

Lazar se aproxima do senhor, começando a abaixar a voz.

-Acho que encontrrei uma das crriaturras de que fala. Bem, eu sei que encontrrei, náo sei se sáo as mesmas que atormentam seu país.

*Ele acaricia o símbolo da dádiva da Matushka, uma pinha que carrega pendurada em seu pescoço, antes de continuar.

-E esta crriaturra, o que quer que secha, me querria lonche das Ilhas do Glamour. E alguém más importante me quer lá. Consegue entender?
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Qua Abr 15, 2020 7:45 pm
Derwyddo observa atentamente, escutando com atenção cada palavra pronunciada por você. Se ele acreditou em você ou não é difícil dizer apenas olhado pra seu rosto. Quando você termina ele solta uma baforada, parece que segurou a fumaça durante todo seu relato.

-Acho que entendo o que o senhor quer dizer... Bem Avalon não vai recusar ajuda de ninguém, principalmente em tempos tão obscuros como esse e tenho certeza que se falar com as pessoas certas iram aceitar sua força nas linhas de frente senhor Lazar.

Ele faz uma pausa enquanto encara a capa do livro que estava lendo. Apos alguns segundos de silencio ele o guarda em sua bolsa e então se volta novamente pra você.

-Você poderia me dizer mais sobre esse seu encontro com uma das criaturas e o por que você acredita que esses seres querem mais do que Avalon?
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Qua Abr 15, 2020 7:45 pm
Derwyddo observa atentamente, escutando com atenção cada palavra pronunciada por você. Se ele acreditou em você ou não é difícil dizer apenas olhado pra seu rosto. Quando você termina ele solta uma baforada, parece que segurou a fumaça durante todo seu relato.

-Acho que entendo o que o senhor quer dizer... Bem Avalon não vai recusar ajuda de ninguém, principalmente em tempos tão obscuros como esse e tenho certeza que se falar com as pessoas certas iram aceitar sua força nas linhas de frente senhor Lazar.

Ele faz uma pausa enquanto encara a capa do livro que estava lendo. Apos alguns segundos de silencio ele o guarda em sua bolsa e então se volta novamente pra você.

-Você poderia me dizer mais sobre esse seu encontro com uma das criaturas e o por que você acredita que esses seres querem mais do que Avalon?
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Qua Abr 15, 2020 8:08 pm
Lazar continua sério. Seu encontro com Clara foi tranquilamente a noite mais assustadora de sua vida.*

-Em Castilha. Uma noite eu estafa acampando na florresta quando senti uma ameaça, um medo... E me prreparrei parra atacar. Mas erra apenas uma garrota. Até que náo erra. Monstrro, demônio, náo sei dizer. Sei que erra uma coisa terrível que tentou me devorrar e contrrolava a prróprria florresta. Eu consegui lutar contrra ela, porrém. Grraças a Theus e à Matushka eu consegui me defender, más foi só o nascer do sol que a espantou.

-E ela disse, com todas as letrras. Se eu insistisse em ir a Avalon, que serria meu túmulo. E que a Matushka náo tinha nada que se meter nos Ilhas.

Ele se reclina na cadeira novamente e dá de ombros quanto à pergunta do avaloniano.

-E como eu sei que náo serrá apenas em Avalon? Além do que te contei? Porque eu sonhei. Há sonhos e sonhos, eu sei, mas eu acrredito no que a Matushka diz. Ela cuida de nós, e nós cuidamos dela.

-Entáo, senhor Derwyddo, o senhor está certo quando diz que devo conversar com as pessoas certas lá. Mas por isso mesmo pergunto: quem sáo essas pessoas certas?
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Qua Abr 15, 2020 9:27 pm
Mas uma vez Derwyddo escuta seu relato em silencio, mas dessa vez você consegue perceber o olhar pensativo que apenas um senhor que já viu tanto pode possuir.

-Não desprezo e nem cometo a loucura de subestimar o poder dos sonhos... Algo que apenas pessoas que viram o mundo por outro olhos entenderiam e imagino que o senhor entenda do que estou falando.

Ele sorri pra você enquanto recolher seus pertences.
-Enquanto as pessoas certas, bem, eu não sou responsável pelas defesas de Avalon, mas se o senhor está tão disposto e for tão sincero quanto me parece posso te colocar pra conversar diretamente com um capitão ou dois, talvez pessoas em patentes mais elevadas... mas só se o senhor estiver disposto a partir comigo nesse instante. Meu navio está prestes a partir e posso te colocar abordo dele se estiver em condições de partir agora.
-O que você faz-
-Vai com o Derwyddo
-Espera mais um dia pelo navio que você conseguiu
Lazar
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Qui Abr 16, 2020 10:49 am
Entre aguardar mais um dia de tédio e angústia naquela taverna e partir imediatamente para sua missão, a escolha era fácil. Lazar aceita entusiasticamente, recolhendo seus poucos pertences e deixando recado com Cécile, a atendente, de que deixaria mais cedo, e lhe agradecendo a hospitalidade.

-Eu náo achava que fosse um capitáo, meu senhor. Posso partir imediatamente!
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Qui Abr 16, 2020 1:46 pm
Cecile se despede de você lhe desejando boa viagem. Você caminha com Derwyddo ate as docas, ele caminha um pouco apressado alertado que estavam um pouco atrasados e surpreendeu o vigor que aquele senhor tinha, se movia como um adolescente.

-Oh não meu caro Lazar. Não sou capitão o navio apenas está a minha disponibilidade, a Capitã é uma amiga querida que tem me ajudado em minhas buscas... Tenho certeza que vocês se darão bem.

Ele o guia ate um pequeno e belo brigue. Velas brancas como as nuvens, madeira brilha como se tivesse acabado de passar verniz e nos mastros tremula a bandeira de Avalon
-Bem vindo ao Consuriwr o Brigue mais velos de toda Théah.

Você vê homens terminando de colocar a carga para dentro do navio, alguns te olham de cima a baixo conforme você sobe a rampa seguindo Derwyddo. No convéns vocês são recebidos pela capitã, está abraça Derwyddo e os dois riem após trocar algumas ofensas leves.

- Este é um amigo que ira conosco a Avalon. -Fala Derwyddo apontando pra você, a capitã o olha de cima a baixo prestando atenção em cada minimo detalhe. - Um ussurano de nome Lazar, disposto a enfrentar os perigos com assombram Avalon.

-Prazer em conhece-lo Lazar. - fala a capitã o encarando, ela agora está seria falando um tom mais serio com uma voz mais firme. - Qualquer amigo de Derwy é bem vindo em meu navio, serei sua capitã na próxima 1 semana. Capitã Eleanore Justina ao seu dispor. Mas não pense que por ser amigo de Derwyddo terá uma viagem de ferias, todos a bordo de Consuriwr trabalham.
Ela se vira para Derwyddo e conclui com um sorriso
-Incluindo você meu amigo, não pense que fugira de suas responsabilidades.

Após 10 minutos pra terminar os preparativos e passar as ordens pra cada membro, Consuriwr parte de Montaigne para Avalon. Sua ansiedade parece aumentar conforme o navio se afasta do litoral e não pareceu diminuir com o passar dos dias.

Na sexta noite de viagem, você estava trabalhando na cozinha, limpando ela pra ser mais preciso. Todos já haviam se recolhido, apenas você ficara trabalhando até mais tarde, talvez por ter tido uma festa hoje a pilha de louça suja estava maior ou talvez a falta do costume desse tipo de serviço o fez ficar mais lento, independente do que for você deveria ser a unica pessoa acordada naquele navio, excetuando talvez quem estava de vigia essa noite.

Ao terminar de lavar o ultimo prato você da uma bela espreguiçada e tudo que consegue pensar e em sua rede que o espera para uma merecida noite de sono, você caminha para o convéns mas antes de passar pela porta da cozinha você começa a ouvir alguém cantando, uma voz feminina e melódica cantando uma musica... uma musica de sua terra. Você sai e olha em volta e mesmo não vendo ninguém ainda escuta a canção.
-O que você faz?-
-Ignora
-Canta junto
-procura a origem
-volta pra cozinha
Lazar
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Ter Abr 21, 2020 2:17 am
Todo capitão de navio jurava que o seu era o mais veloz de Thea, mas não havia como negar que o Consuriwr era belo. Belo, bem construído e bem cuidado, até onde Lazar podia dizer. O que, francamente, não era muito.

A capitã Eleanor, porém, lhe passa confiança. Uma mulher que levava seu trabalho a sério, no mínimo, e isso ao menos garantiria a sua passagem para Avalon, se fosse a vontade de Theus.


-Da, capitã. Se estou sob seu hospitalidade, o justo é que ajude em seu navio. Compartilhe o fogo ou morra de frrio, como se diz em Ussura.

____________________________________

Trabalhar em um navio era uma certa novidade, mas ainda assim Lazar não se furta ao trabalho duro, terminando a noite entre as louças sujas da cozinha.

E foi quando começa a ouvir.


As macieiras e pereiras começaram a florescer

As névoas do rio começaram a flutuar




Ele conhecia aquelas palavras. E a melodia. Katyusha. A música sobre a garota vendo seu amado ir para a guerra. Uma música que lhe lembrava o lar. Lembrava tanto que até doía.

Ela veio para a margem, Katyusha

Na barra elevada e íngreme

Na barra elevada e íngreme


As mãos ainda pingando de água, Lazar começa a seguir a voz, murmurando as palavras que não ouvia há tantos anos

Ela estava andando, cantando uma canção

Sobre uma águia cinza das estepes

Sobre seu verdadeiro amor

Cujas cartas ela mantinha


A voz de Lazar começa a se erguer agora, o barítono grave ecoando pelo navio enquanto subia até o convés.

Ó, música! Canção de uma donzela,

Vá para o sol brilhante.

E encontre o soldado na fronteira distante

E lhe leve as saudações de Katyusha que tanto o aguarda.

Faça com que se lembre da donzela jovem e simples,

E que ouça sua canção,

Faça com que preserve a Pátria-Mãe,

Da mesma forma que Katyusha preserva seu amor.
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